Professor preso por pedofilia em Niterói

Professor preso por pedofilia em Niterói

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Homem de 35 anos, que dava aula em um curso de inglês, foi preso em Icaraí acusado de baixar 48 mil vídeos


Segundo as autoridades policiais, as investigações duraram aproximadamente 3 meses. Com pedido de afastamento do sigilo de dados das mídias apreendidas, foi possível periciar celulares e computadores - Lislane Rottas / Colaboração

Três pessoas foram presas, entre elas um professor de um curso de inglês, de 35 anos e morador de Icaraí, na Zona Sul de Niterói, durante uma operação denominada “Revelação”, realizada na manhã desta quinta-feira (22), por policiais civis da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) em Niterói contra a Pedofilia. Outras  duas pessoas foram detidas na ação. A operação tinha por objetivo cumprir 9 mandados de busca e apreensão. Os presos e os detidos foram encaminhados para a Cidade da Polícia, no bairro Jacarezinho, Zona Norte do Rio. 

Em todo o país, a operação Luz na Infância, que visa coibir exploração sexual infantil na internet, prendeu 61 pessoas, segundo balanço divulgado nesta quinta pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. As ações seguem até amanhã e mais pessoas podem ser detidas.

De acordo com o delegado titular da unidade, Robinson Gomes, as investigações duraram aproximadamente 3 meses.

Segundo o delegado, um dos presos, o professor de inglês, foi o acusado que mais baixou material pornográfico que mostrava sexo explícito entre crianças e adolescentes. Ele, baixou  cerca de 48 mil vídeos. 

A polícia apreendeu na casa dos acusados, computadores, pen drives e celulares que já passaram por um perícia técnica que constatou ter ocorrido download dos vídeos pornográficos. 

Ainda segundo o delegado, a identificação dos alvos foi possível por conta de um programa de computador. 

“Temos um programa que identifica o IP dos computadores que baixam vídeos pornográficos que envolvem menores. A partir daí, contatamos as operadoras de telefonia e, através de ofício, foi solicitado o endereço dos proprietários dos computadores. A partir daí, fizemos uma representação de busca e apreensão nos endereços e pedimos também o afastamento do sigilo de dados das mídias apreendidas. Isso permitiu a perícia acessar os dados dos computadores e celulares”, detalhou.    

Ainda de acordo com o delegado, foram cumpridos também mandados de busca e apreensão nos bairros do Barreto, Sapê e Cubango, todos em Niterói. 

“Quatro supostos autores não foram encontrados no endereço porque não residiam mais no local. Das cinco pessoas conduzidas, a perícia constatou que três delas, houve o armazenamento e a transmissão dos vídeos. Os outros dois detidos estão custedeados aguardando a emissão do laudo pericial”, afirmou. 

O delegado disse ainda que o perfil dos acusados é característico de alguém que comete um crime desta natureza. 

“São pessoas recatadas, geralmente vivem dentro de casa e quase não se comunicam. Essas pessoas que cometem esse crime podem ser um abusador em potencial de crianças, porque ele, ao consumir essa pornografia infantil, é sinal que tem atração por esse tipo de coisa. Eles vão responder pelo crime de pedofilia, que prevê pena de dois a seis anos de prisão”, disse.

Fonte: O Fluminense

Niterói Online 21/02/2019 às 04h34 Polícia

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