Prefeitura de Niterói anuncia investimento de R$ 400 milhões

Prefeitura de Niterói anuncia investimento de R$ 400 milhões

Publicado em

Gastos com Niterói Mais Resiliente terão aumento de R$ 200 milhões


Investimentos tentam evitar também que tragédias como a ocorrida no último dia 10 voltem a acontecer - Foto: Marcelo Feitosa

A Prefeitura de Niterói anunciou que aumentará de R$ 200 milhões para R$ 400 milhões os investimentos do Plano Niterói Mais Resiliente, que reúne medidas para tentar garantir o desenvolvimento sustentável do município. A primeira fase de investimentos, que contou com 47 medidas e 70 intervenções, terá a adição de mais 57 medidas, provenientes de um mapeamento de risco de encostas da empresa Thalweg Consultoria e Projetos. Contratada em 2016, a empresa tinha previsão de entrega dos estudos para fevereiro de 2017, mas, apenas nas próximas semanas, ele será concluído.

O Executivo niteroiense argumenta que as obras dos últimos anos foram imprescindíveis. A primeira fase do plano contemplou, por exemplo, obras de contenção de encostas em zonas críticas da cidade e estruturação da Defesa Civil.

O novo ciclo de investimentos, para a prefeitura, transcende as obras. Mudanças estruturais são planejadas, como a elevação da Defesa Civil do status de subsecretaria para secretaria, já no próximo ano. A pasta passará a se chamar Secretaria Municipal de Defesa Civil e Serviços Geotécnicos.

A prefeitura também pretende aumentar o quadro de funcionários para a área. Por este motivo, existe a pretensão de, já no próximo ano, abrir concursos públicos para a contratação de 15 funcionários entre geólogos, geotécnicos e arquitetos. Os novos funcionários irão compor o novo projeto do executivo intitulado “Arquiteto de Família”, que pretende disponibilizar profissionais nas comunidades para atuarem como consultores públicos à disposição da população.

Tragédias – Mas, apesar de todos os investimentos em contenção de encostas dos últimos cinco anos, um rompimento de maciço na comunidade da Boa Esperança, na madrugada do último dia 10 deixou 15 pessoas mortas, dez feridas e desabrigou 22 famílias. 

Em entrevista coletiva após a tragédia, o Departamento de Recursos Minerais (DRM-RJ) da Secretaria de Estado da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro emitiu uma nota onde classificou a tragédia como de “difícil previsibilidade”. Segundo o documento, por volta das 4h da manhã, uma ruptura no maciço deslocou um grande volume de terra levando junto uma grande pedra que, somados, totalizaram cerca de 20 mil toneladas de material. A nota técnica do DRM classificou o acidente como um “deslizamento planar profundo”.

Na mesma coletiva, o tenente-coronel Walace Medeiros, subsecretário municipal de Defesa Civil de Niterói argumentou que, em um “recente estudo contratado pela prefeitura”, o nível de risco do local era classificado como “médio”, em uma escala hierarquizada entre “nulo”, “baixo”, “médio”, “alto” e “muito alto”.

Justamente este estudo, realizado pela “Thalweg – Consultoria e Projetos”, que é o pilar dos novos investimentos de R$ 200 milhões do Plano Niterói Mais Resiliente, teve um atraso de quase dois anos. Encomendado em 2016, o documento que integra o Plano de Mapeamento de Risco de Niterói, era para ter sido entregue em 2017 mas, segundo a prefeitura, só será entregue nas próximas semanas.

Na oportunidade, Medeiros argumentou que, na verdade, o aumento do prazo de entrega aconteceu por uma mudança de escopo do projeto.

“Quando começamos a trabalhar com a Thalweg, mostramos para a empresa que demandávamos um trabalho de excelência. A demanda começou a aumentar, a cada mês, a cada bimestre, o que acabou ampliando o prazo do trabalho”, alegou. 

Fonte:  O Fluminense

Niterói Online 18/06/2019 às 18h27 Cidades

Veja Também

Comentários

Adicionar Comentário
sentiment_dissatisfied

Opsss... Ainda Não Temos Comentários Para Exibir!

Deixe Seu Comentário

Faça Sua Avaliação!