Para polícia, Flordelis teria atrapalhado investigações

Para polícia, Flordelis teria atrapalhado investigações

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Segundo a polícia, Flordelis "apresentou versões contraditórias" e "omitiu informações relevantes". | Foto: Arquivo / Douglas Macedo


Inquérito aponta que deputada teria tentado criar obstáculos para atrapalhar DH.

Inquérito da Polícia Civil aponta que a deputada federal Flordelis dos Santos Souza (PSD-RJ) teria tentado "criar obstáculos" para atrapalhar a Delegacia de Homicídios (DH) de Niterói nas investigações sobre a morte do pastor Anderson do Carmo, marido da parlamentar. Flordelis, segundo a polícia, apresentou "versões contraditórias" e "omitiu informações relevantes" sobre a localização dos celulares usados por ela, pelo marido e pelo filho Flávio Rodrigues, preso por matar o padastro.

Segundo o inquérito, numa primeira diligência realizada na casa da deputada para encontrar os três celulares, Flordelis teria alegado que não sabia onde estavam os aparelhos. Um dos agentes, então, ligou para o número de Flávio e ouviu um telefone tocar no interior da casa, mas os agentes foram impedidos de entrar na residência. A polícia, então, pediu mandado de busca e apreensão à Justiça, que foi concedido no dia 20 de junho. De posse do documento, os agentes retornaram ao imóvel e fizeram buscas, mas não encontraram o aparelho. No quarto de Flávio, porém, foi encontrada uma pistola que segundo a polícia teria sido usada no crime.

Até hoje os três celulares não foram encontrados. A polícia suspeita que eles tenham sido jogados no mar de Piratininga por uma das netas do casal.

Em depoimento, um dos filhos adotivo de Flordelis disse à policia que a deputada teria colocado uma frase em uma folha de caderno alegando que teria jogado o telefone usado por Anderson do Carmo da Ponte Rio Niterói.

O pastor Anderson do Carmo foi morto a tiros na madrugada do dia 16 de junho na garagem de sua casa, em Pendotiba, Niterói. Dias depois, Flavio dos Santos, filho biológico de Flordelis, confessou à polícia que atirou seis vezes contra o padastro. Flávio, e o irmão adotivo Lucas do Santos, foram presos por participação no crime.

De acordo com a DH, Lucas teria intermediado a compra da pistola usada para matar o líder religioso.

A defesa da deputada nao se pronunciou até o fechamento desta edição.

Fonte: O Fluminense

Niterói Online 19/09/2019 às 05h32 Polícia

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