Niterói: desabrigados sem respostas

Niterói: desabrigados sem respostas

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Pelo menos 43 pessoas que estão abrigadas no Cras do Preventório não sabem se irão receber o aluguel social


As 43 pessoas dividem um espaço no Cras do Preventório, onde o banheiro não possui sequer um chuveiro para as famílias - Evelen Gouvêa

Cerca de 43 pessoas, entre elas 15 crianças, que tiveram suas casas interditadas pela Defesa Civil estão abrigadas no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do Preventório desde a última semana, quando novos deslizamentos ocorreram no Morro do Preventório, em Charitas, e em Jurujuba, na Zona Sul de Niterói. Mas desde o ocorrido, os desabrigados seguem sem informações sobre seus destinos.

“Gás, panelas, alimentos, roupas, colchonetes, tudo que temos no momento são de doações de moradores, comerciantes e igrejas da comunidade, nenhum benefício veio da prefeitura. Cada um doa o que pode. Hoje temos o que comer, mas e daqui a uns dias? Não temos essa garantia. Estamos sobrevivendo a essa situação, mas precisamos de uma resposta rápida para nossos problemas. Não temos lugar para tomar banho. O banheiro do Cras, além de ser apenas um para as 43 pessoas que estão no local, não tem chuveiro. Ou utilizamos baldes ou ficamos sem fazer nossa higiene pessoal, isso não pode continuar”, cobra a cabeleireira Cristiane Pereira, de 34 anos.

A Prefeitura de Niterói disponibilizou cinco abrigos totalmente equipados para atender e receber a população. Eles são divididos para homens adultos, mulheres e famílias e crianças. Para as famílias atingidas, o indicado pelas equipes é o Centro de Acolhimento Lélia Gonzalez, com 50 vagas para mulheres e famílias. Segundo os desabrigados, a situação não é bem assim.   

“Ninguém quer permanecer em abrigos, todos sabemos que não é o ideal. Tem muitos idosos e crianças desabrigados, não podemos nos arriscar e conviver com usuários de drogas e pessoas que nunca vimos na vida, por exemplo. O ideal seria um local específico para as pessoas que estão com suas casas interditadas, pois nos conhecemos e nos ajudamos”, disse Cristiane.

Na última terça-feira, moradores das áreas atingidas foram convocados a comparecer no Cras para realizarem um cadastro que servirá para dar entrada no pedido de aluguel social. Porém, desde então, as famílias também não têm nenhum esclarecimento em torno do assunto. Procurado, o Governo do Estado informou que quem determina quem está apto ou não a receber o aluguel social é a Prefeitura de Niterói, que, questionada, não respondeu até o fechamento desta edição. 

Fonte:  O Fluminense

Niterói Online 21/02/2019 às 05h35 Cidades

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