Megaoperação prende 31 no Complexo do Salgueiro

Megaoperação prende 31 no Complexo do Salgueiro

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Mais de 1,5 mil agentes das polícias e Forças Armadas foram mobilizados para ação de combate ao tráfico


Veículos blindados deram apoio à ação no Complexo do Salgueiro, que tinha como objetivo cumprir 71 mandados de prisão contra a quadrilha

Ao todo 31 pessoas suspeitas de integrarem uma quadrilha de tráfico de drogas no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, foram presas na manhã desta quinta-feira (29), durante a megaoperação denominada “Fênix”, realizada pela Polícia Civil, com apoio do Comando Conjunto e do Ministério Público do Rio (MPRJ). Ao todo 71 mandados de prisão foram expedidos pela Justiça contra a quadrilha. 

Durante as investigações, que duraram um ano e três meses, foram monitorados alguns acusados de fornecer armas e drogas para a facção criminosa Comando Vermelho (CV), que controla o Salgueiro, entre eles Marcelo Pinheiro Veiga, o “Marcelo Piloto”, que estava preso no Paraguai e foi deportado para o Brasil no último dia 19. 

Segundo a polícia, um dos alvos da operação era Thomas Jhayson Vieira Gomes, o “2N” ou “Neném”, um dos mais procurados do Rio de Janeiro, apontado como chefe do tráfico local. De acordo com a polícia, nesta investigação ele foi indiciado e denunciado pelos crimes de associação para o tráfico de drogas, porte ilegal de arma de uso restrito e tráfico de drogas (três vezes), o que pode somar penas de mais de 60 anos de prisão. Segundo a Polícia Civil, o pai dele foi preso na operação com uma moto roubada em casa. 

Ainda de acordo com a polícia, um homem identificado como “Pombo Careca” também foi preso. A polícia afirma que ele atuava como contador no Complexo do Salgueiro e administrava a contabilidade do Comando Vermelho em São Gonçalo, Niterói e Itaboraí. 

Autoridades policiais e do Ministério Público detalharam as investigações - Foto: Marcelo Feitosa

A Polícia Civil não divulgou o total de armas e drogas apreendidas na operação. 

Participaram a ação 1.165 militares das Forças Armadas e 415 policiais civis, com o apoio de veículos blindados e aeronaves. Algumas vias e acessos na região foram interditadas e setores do espaço aéreo ficaram com restrições dinâmicas para aeronaves civis, mas não houve interferência nas operações dos aeroportos. Os militares do Exército realizaram blitze em ruas de acesso ao Complexo do Salgueiro.

A operação começou ainda na madrugada, por volta das 5h, e de acordo com o coronel Carlos Cinelli, chefe da comunicação do Comando Militar do Leste (CML), logo houve confronto, quando criminosos furaram dois bloqueios dos militares. Um suspeito de tráfico foi atingido. Ele portava uma réplica de fuzil. 

“QG do tráfico – De acordo com Augusto Motta, delegado da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (Draco), o Salgueiro funciona como centro de comando distribuidor de armas e drogas para comunidades dos municípios de São Gonçalo; Niterói; Itaboraí; Magé; Cachoeiras de Macacu e Região dos Lagos.

“As drogas endoladas no local eram posteriormente distribuídas para outras comunidades que compõem as ramificações do crime na região, transformando a atividade em verdadeiros modelos de franchising do tráfico”, detalhou o delegado.

De acordo com as investigações, os denunciados concentram suas atividades ilegais no Complexo do Salgueiro, compreendido pelos bairros do Salgueiro, Itaoca, Fazenda dos Mineiros, Luiz Caçador, Morro do Céu, Palmeiras, Conjunto da Marinha, Bairro 13 e outras localidades de São Gonçalo. 

Ainda de acordo com o delegado, ao longo das investigações, foram identificadas 71 pessoas que atuam ativamente no tráfico local.

A promotora Renata Bressan, da 2ª Central de Inquéritos do Núcleo de São Gonçalo do MP, disse, porém, que o trabalho continua. 

“Para nós o trabalho não está encerrado, pois a procura por aqueles que ainda estão com mandado de prisão em aberto vai continuar”, declarou. 

Traficante Internacional negociava armas para o Salgueiro.

De acordo com a polícia civil, foi por meio dessa investigação que as forças de segurança do Rio de Janeiro conseguiram realizar a prisão de Marcelo Piloto. 
Segundo o delegado Augusto Motta, o material era enviado por Piloto do Paraguai para o Rio camuflado em cargas transportadas em carretas. 

Fonte:  O Fluminense

Niterói Online 18/06/2019 às 18h36 Polícia

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